segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Webber aceita filosofia da Red Bull de não favorecer um dos pilotos

São Paulo, 7 nov (EFE).- O piloto australiano Mark Webber, vice-líder do Mundial de Fórmula 1, disse que as ordens da Red Bull ajudam, mas ele aceita a filosofia da equipe de não favorecer nenhum de seus pilotos.




Webber terminou o Grande Prêmio do Brasil em segundo lugar neste domingo, atrás do companheiro de equipe, o alemão Sebastian Vettel. Enquanto Webber está em segundo na competição, Vettel continua na disputa pelo título, em terceiro.


Foto: AP



Se a Red Bull tivesse feito um pacto para beneficiar o piloto com melhor pontuação no Mundial, Webber teria vencido a prova, ficando a apenas um ponto do líder da competição, o espanhol Fernando Alonso (Ferrari). Mas, nesse caso, Vettel deixaria a briga pelo título.



O australiano manifestou as diferenças de filosofia entre as equipes Red Bull e Ferrari, ao lembrar que a escuderia italiana teria dado ordens ao brasileiro Felipe Massa para que deixasse Alonso ultrapassá-lo no GP de Hockenheim (Alemanha), em julho.



"Eu ajudaria, mas não é a filosofia do time. Foi uma boa corrida de Seb e é assim que funciona. A equipe está assumindo a posição que sempre teve no esporte. Fernando conseguiu alguns pontos em Hockenheim (com ordens), o que aconteceu no passado e vai acontecer no futuro. Todos têm ideias diferentes", afirmou Webber, cutucando a equipe de Maranello.



Ele se mostrou confiante para a próxima e última corrida, o GP de Abu Dhabi, no próximo domingo. "Ainda tenho uma boa oportunidade. Vou a Abu Dhabi dar tudo de mim".












"Minha corrida foi destruída", desabafa Massa após 15º lugar


Pole position e ganhador do Grande Prêmio do Brasil em 2006 e 2008, Felipe Massa cruzou a linha de chegada em Interlagos na 15ª colocação na tarde deste domingo. Prejudicado por uma falha da Ferrari na troca de pneus, o piloto lamentou o imprevisto em Interlagos.

"Aconteceu de tudo comigo na corrida de hoje. Depois do meu primeiro pit stop, a roda dianteira direita não estava apertada e eu não conseguia virar para a esquerda. Precisei parar novamente e minha corrida foi completamente destruída", declarou o piloto brasileiro.

Na 13ª volta, o inglês Jenson Button resolveu visitar os boxes da McLaren para fazer a troca de pneus obrigatória. Em seguida, alguns pilotos seguiram a mesma estratégia, entre eles Felipe Massa. Ao voltar à pista, o brasileiro sentiu o problema e fez um novo pit stop. Assim, virou retardatário logo na 21ª volta.

Já na parte final da prova, o italiano Vitantonio Liuzzi bateu e provocou a entrada do safety car. Com os carros juntos, Massa vislumbrou uma nova oportunidade, porém um toque com o suíço Sebastien Buemi, da Toro Rosso, comprometeu as pretensões do brasileiro.

"Depois do safety car, ainda tive outra possibilidade, mas no momento em que eu estava passando em frente ao Buemi houve o toque e ele me colocou para fora da pista. Foi uma pena, mas aconteceu de tudo na corrida. O pior foi o pit stop", lamentou Felipe Massa.

No Grande Prêmio dos Emirados Árabes, marcado para o próximo domingo, o espanhol Fernando Alonso, companheiro do brasileiro na Ferrari, pode garantir o título. "O campeonato ainda está aberto e temos que nos concentrar na próxima corrida. Será a primeira vez que vou correr lá e vamos tentar fazer o nosso melhor",

Alonso lamenta tempo perdido com Hulk, mas se diz 100% confiante


Com o terceiro lugar no Grande Prêmio do Brasil, o espanhol Fernando Alonso permanece na liderança do Mundial. O piloto da Ferrari lamentou o tempo perdido para ultrapassar a Williams do alemão Nico Hulkenberg neste domingo, mas se disse 100% confiante no tricampeonato em Abu Dhabi.

"Perdemos uns 10 ou 12 segundos para ultrapassar o (Lewis) Hamilton e o Hulkenberg. Depois, ficou impossível alcançar a Red Bull. Quando você perde 12 segundos, é provável que não consiga se recuperar. Ainda tivemos outra chance quando o safety car entrou, mas haviam sete carros entre eu e o Mark (Webber)", explicou.

Alonso largou em quinto e rapidamente superou o desafeto Lewis Hamilton, da McLaren. No entanto, ele conseguiu ultrapassar Hulkenberg apenas na sétima volta. Enquanto o espanhol perdia tempo atrás do jovem da Williams, os pilotos da Red Bull disparavam na frente. Ainda assim, o ferrarista deixou Interlagos satisfeito.

"Acho que foi uma boa prova para nós, estou muito feliz com o resultado. Ultrapassar o Hamilton e o Hulkenberg não é uma coisa fácil de fazer. Foi uma corrida um pouco em solitário, lutando contra as distâncias. Depois do tempo perdido atrás do Hulkenberg, decidimos controlar a distância do Hamilton e ser conservadores", explicou.

Com 246 pontos ganhos, Fernando Alonso lidera o Mundial. O australiano Mark Webber, da Red Bull, tem 238 pontos e o alemão Sebastian Vettel, também da equipe austríaca, soma 231. Desta forma, o piloto da Ferrari assegura o tricampeonato com um segundo lugar no Grande Prêmio dos Emirados Árabes, no próximo domingo.

"Estou 100% confiante. Só preciso ser segundo, independente de quem vença em Abu Dhabi. Minha meta é conseguir a pole no sábado e vencer no domingo. Se não estivermos rápidos o suficiente para vencer, vamos tentar ficar em segundo", declarou Alonso.

Apesar de demonstrar confiança, o espanhol procurou adotar uma postura cautelosa. "O campeonato está muito aberto. Com a vitória, o Sebastian é um competidor forte. Hoje, vimos como as coisas podem mudar e se você tomar a decisão errada o campeonato acabou. Vai ser um final de semana estressante, mas isso é Fórmula 1", disse.

Com a dobradinha no Brasil, a Red Bull faturou o Mundial de Construtores com uma rodada de antecedência. Diplomático, Fernando Alonso parabenizou os rivais pelo resultado. "Conquistar esse título com apenas seis anos na Fórmula é um grande feito", encerrou.