quinta-feira, 2 de junho de 2011

Equipe Red Bull molda seu novo Sebastian Vettel


No último domingo, o australiano Daniel Ricciardo vibrou muito ao vencer pelo segundo ano seguido a prova da World Series que serve como preliminar do GP de Mônaco. O sempre sorridente piloto de 21 anos está sendo trabalhado pela Red Bull, como foi feito com o campeão mundial Sebastian Vettel, para chegar à F1 em breve e tem participado do primeiro treino livre de sexta-feira em todas as provas do ano. Mesmo que, para isso, tenha de sacrificar sua participação nas etapas da World Series que sejam coincidentes.

- Não é o ideal para o campeonato da World Series. Mas é bom para ter mais tempo com um carro de F1. É onde quero estar no futuro e aceito tudo o que me ajudar para chegar lá. Penso em entrar no ano que vem. Trabalho para ganhar a World Series neste ano e conseguir uma vaga em 2012 - disse Ricciardo com exclusividade ao LANCE!

Mas a sua estreia deveria acontecer ainda mais cedo. A direção da Toro Rosso está insatisfeita com o espanhol Jaime Alguersuari, que ainda não marcou pontos no ano e foi superado pelo companheiro Sebastien Buemi em cinco dos seis treinos classificatórios realizados.

A troca estava definida para ocorrer já no GP da Inglaterra, mas um acordo de última hora pode salvar Alguersuari. Em Mônaco, o time ganhou o patrocínio do desconhecido banco privado Falcon. Por trás dele está o Aabar Investments, um grupo financeiro de Abu Dhabi que comprou parte minoritária da Toro Rosso. Eles também são donos da petrolífera espanhola Cepsa e querem promover a marca, o que pode assegurar o piloto do país no time ao menos até o fim do ano.

Ricciardo
Vaga na Red Bull é mais difícil

Uma possibilidade, remota é verdade, a ser considerada é Daniel Ricciardo substituir Mark Webber na matriz Red Bull na próxima temporada. O desempenho de Webber, que completará 35 anos em agosto, vem sendo alvo de críticas e o australiano poderá dar lugar ao compatriota caso decida se aposentar, o que vem sendo ventilado na imprensa europeia.

O que pode pesar contra Ricciardo, no entanto, é justamente sua inexperiência, já que a Red Bull poderia correr atrás de um piloto mais rodado para fazer companhia ao campeão mundial Sebastian Vettel.

Se o time pensar dessa forma, ganha ainda mais força a chance de ele disputar pelo menos uma temporada pela Toro Rosso antes de ir para a equipe principal. O próprio Vettel correu pela filial em 2007 e 2008 antes de chegar à Red Bull.

Hamilton já se envolveu em muitas polêmicas na pista


O Grande Prêmio de Mônaco não foi palco de uma novidade no que diz respeito as atitudes de Lewis Hamilton. O inglês é muito rápido, sem dúvidas, mas deixa a desejar quando se encontra em uma posição desfavorável em uma corrida. Relembre algumas polêmicas de Lewis Hamilton nas pistas:

GP da Hungria de 2007

Hamilton bloqueia propositalmente a passagem do companheiro de McLaren Feranando Alonso na fase final da classificação e depois recebe o troco, quando o espanhol retarda sua saída dos boxes a mando da equipe.

GP da Bélgica de 2008

O inglês corta chicane e passa Kimi Raikkonen. Devolve a posição, mas se aproveita do vácuo para reaver a ponta. Depois é punido pelos comissários desportivos e fica em terceiro lugar.

GP do Japão de 2008

Perde a ponta para Kimi Raikkonen na largada e ao tentar recuperá-la, trava os pneus e obriga vários pilotos a saírem da pista para evitar acidente. É punido. Na mesma corrida toca rodas com Massa, que também leva punição. As polêmicas de Hamilton na pista

GP da Austrália de 2009

Passa Jarno Trulli sob bandeira amarela quando este sai da pista. Depois, por ordem do time, devolve a posição, mas omite a conversa aos comissários. Farsa é descoberta pelas gravações de rádio e Hamilton acaba desclassificado.

GP da Itália de 2010

Abusa ao tentar ultrapassar Felipe Massa na primeira volta da corrida, quebra a suspensão dianteira direita e perde pontos preciosos na briga pelo campeonato, que liderava na ocasião.

GP de Cingapura de 2010

Após perder a terceira posição para Mark Webber nos boxes, luta desesperadamente para recuperá-la e faz otimista tentativa de ultrapassagem. Acerta o carro do australiano, que segue, enquanto ele abandona.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

F-1: Análise técnica do Istambul Park, por Luiz Razia

Confira um estudo detalhado dos efeitos do circuito, palco da quarta etapa da temporada, nos carros da categoria; veja análise também em vídeo

Apesar de todos considerarem o GP da Turquia como o ínicio da temporada europeia da Fórmula 1 neste fim de semana, o palco da quarta etapa da temporada 2011, o circuito de Istambul Park, curiosamente, fica em Pendik, no lado asiático da cidade mais populosa do país. No entanto, pela proximidade óbvia do Velho Continente, das equipes e pilotos, o GP da Turquia é considerado, na prática, como o início da fase europeia.

O circuito de Istambul Park, conhecido inicialmente como Istambul Otodrom, é considerado pelo chefão da F-1, Bernie Ecclestone, como a melhor pista do mundo. Desenvolvido pelo badalado projetista alemão Hermann Tilke, a pista turca é uma das cinco pistas do calendário com o traçado anti-horário, unindo-se a Interlagos (Brasil), Cingapura, Coréia e Abu Dhabi, e possui a curva mais difícil do calendário, a oitava do circuito, apelidade como "Diabólica", em referência á Curva Parabólica, de Monza. São quatro tomadas diferentes para o trecho, feito em alta velocidade e aplicando uma força cinco vezes maior que a da gravidade no corpo dos pilotos.

Confira uma análise técnica do circuito feita pelo brasileiro Luiz Razia, terceiro do Team Lotus na Fórmula 1 e representante do Team AirAsia na GP2, que também corre neste fim de semana. Abaixo dos tópicos, há um link com um vídeo feito pelo próprio piloto, que pode ser divulgado livremente pelos sites que tiverem interesse.

Aerodinâmica
"A pista tem apenas duas curvas muito rapidas, a 3 e a 8, mas a aerodinâmica é uma elemento sempre importante, tanto para curvas rápidas quanto para freadas, além de estabilidade em curvas de baixa. Creio que os carros mais velozes na curva 8, especialmente, levarão vantagens sobre os outros, mas tudo é questão de equilíbrio mecânico e aerodinâmico."

Motor
"As equipes devem colocar motores novos para essa corrida, por ser o início da fase europeia, e especialmente no sábado, para a classificação. Na GP2, por exemplo, não podemos trocar motor, mas meu companheiro atingiu o limite e trocou na última sessão de testes coletivos. Eu ainda não cheguei na quilometragem e trocar somente na etapa de Barcelona, mas creio que ainda não é hora para se preocupar com esse fator."

Câmbio
"A sétima marcha é muito importante, pois a equipe precisa acertar o quanto de vento teremos para classificação e a corrida, além de pensar que, na prova, somente algumas vezes iremos usar a asa móvel, ao contrário dos treinos, quando ela é liberada"

Freios
"Esta corrida tem um nivel mediano de utilização dos freios. Apesar de existirem três pontos com freadas fortissimas, a pista não é tao dura com os discos. O importante é combinar estabilidade de freada com aerodinâmica."

Pneus
"Acho que a pista sera muito dura no pneu dianteiro direito, pelo fato da curva oito chegar quase a 5G de força centrífuga, e por mais de cinco segundos. As equipes estarão de olho nesse fator desde o começo do final de semana."

Estratégia
"Três paradas é aquilo que penso que irá acontecer, mas acredito que não será uma má ideia se alguma equipe quiser arriscar fazer o Q3 com pneus duros, sabendo que não vai brigar pela pole, e colocar três pneus moles durante a corrida, dada a obrigatoriedade do uso dos dois compostos. Vale lembrar que o tempo de pit stop na Turquia nao é tao crucial."

Asa móvel/Kers
"A asa móvel foi autorizada para ser usada na reta oposta, não na reta principal, como eu imaginava. É muito longa e existe uma curva feita 'flat', com o pé embaixo no acelerador, o que não achei ideal. Já o Kers será muito importante na parte de baixa da pista."

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=pDya6pp805I

Luiz Razia e a Casa Filadélfia

Desde agosto de 2010, Luiz Razia corre com a logomarca da Casa de Assistência Filadélfia (CAF) em seu carro. Nascida em 1988, a entidade trabalha pela dignidade e inclusão social de crianças, adolescentes e famílias que vivem e convivem com HIV/AIDS e em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a vida participativa em comunidade. Luiz Razia é um dos parceiros do CAF. Para conhecer mais sobre a Casa e seus projetos, acesse www.caf.org.br




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