segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

F-1: Lotus anuncia Razia como terceiro piloto em 2011



Piloto baiano de 22 anos será primeiro reserva de Trulli e Kovalainen, participará de treinos livres oficiais (incluíndo o GP do Brasil) e testes pré-temporada neste ano, retomando a aliança histórica dos brasileiros com a marca, que já teve Emerson, Piquet e Senna em seus carros

A partir desta segunda-feira, o Brasil volta a ter um piloto com o distintivo clássico da equipe Lotus no peito. O baiano Luiz Razia, de 22 anos, foi confirmado como terceiro piloto do Team Lotus na temporada 2011 da F-1, com direito a participação em treinos livres oficiais e em testes de pré-temporada com o TL11, mesmo carro de Heikki Kovalainen e Jarno Trulli, dupla confirmada pelo segundo ano como titular.

Razia dará continuidade a uma história iniciada em 1970, quando Emerson Fittipaldi foi convidado por Colin Chapman a conduzir um de seus carros na F-1; com o time, Emerson somou um título, em 1972. Em 1985, foi a vez de Ayrton Senna integrar o time e somar suas primeiras poles e vitórias, permanecendo por três temporadas. Já nos anos de 1988 e 1989 Nelson Piquet foi último brasileiro a representar a marca até o dia de hoje.

Pouco mais de duas décadas depois de Piquet correr pela última vez com a Lotus, Razia encontra uma equipe bem diferente. A tradição e o nome Lotus deixaram a F-1 em 1995 após dificuldades financeiras, mas retornaram no ano passado pelas mãos do malaio Tony Fernandes, que montou uma equipe para competir na categoria e decidiu retomar um dos nomes mais clássicos da história, detentor de 79 vitórias, 107 pódios, 1368 pontos e sete títulos de construtores. A primeira temporada do novo time foi modesta, mas a nova Lotus foi considerada a melhor das novatas e trouxe de volta o espírito do fundador da marca, Colin Chapman.

"Como todo mundo pode imaginar, estou realmente muito feliz em ter essa oportunidade única com a Lotus, um time que teve os três maiores pilotos da história do Brasil", conta Razia, que poderá medir pela primeira vez seu talento com os melhores pilotos da atualidade, uma vez que participará de testes pré-temporada e de, no mínimo, quatro treinos livres oficiais durante os GPs, revezando o carro com Trulli e Kovalainen. "Por ser o terceiro piloto, devo fazer um teste antes da temporada e pelo menos quatro sextas-feiras durante o ano, incluíndo o GP do Brasil, além dos eventos que eles vão promover. Estou muito ansioso para entrar no carro", destaca Razia, que representará o time júnior da Lotus, o Air Asia Team, na GP2.

Campeão da F-3 sul-americana em 2006 e vencedor de provas na F-3000 europeia e nas duas divisões da GP2 (asiática e europeia), Razia vem de um ano como piloto de testes da então Virgin Racing, participando e fazendo bonito no teste de novatos, em Abu Dhabi. O bom desempenho chamou a atenção da Lotus, e um acordo foi alcançado após uma série de conversas. "Fico emocionado em saber que meu nome será associado ao da Lotus, equipe que está no coração de todos os brasileiros", relata.

"Neste ano, contaremos com alguns patrocinadores, e outro será divulgado brevemente. O Cyber1 Group continua comigo pelo sexto ano consecutivo, ao lado da Oakley, que nos apoiará em 2011. Em breve, teremos novidades sobre outros patrocinadores que nos ajudarão ainda mais a cumprir nossas metas", completa Razia, que não pôde participar da apresentação da equipe, na Malásia, por estar em preparação para a primeira etapa da GP2 asiática, marcada para os dias 11 e 12 de fevereiro, em Abu Dhabi.


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

GP da Solidariedade: grande público prestigia prova em Registro (SP)


Betinho Gresse, da Stock Car, foi o campeão da primeira edição do evento, cuja renda será revertida para entidades assistenciais da cidade. Um dos idealizadores do evento, Lucas Di Grassi celebra sucesso da iniciativa

Sol, calor, 19 dos maiores nomes do automobilismo brasileiro e uma grande movimentação em prol das entidades assistenciais do Vale do Ribeira (SP) marcaram a primeira edição do GP da Solidariedade, evento de kart que inaugurou o Kartódromo de Registro, a 200 quilômetros da capital paulista, e abriu a temporada do automobilismo nacional no último domingo (16).

Foram cerca de 3,5 mil pessoas (3 mil nas arquibancadas e 500 nos camarotes) que pagaram ingresso para ver a corrida os shows de acrobacias em carros e motos e o evento principal, a corrida de kart idealizada pelos pilotos Diogo Zucarelli, Patrick Rocha e Lucas Di Grassi. A renda com a venda de ingressos será repassada a quatro entidades da cidade de Registro: à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), à CRIFF (Casa da Criança Futuro Feliz, que abriga crianças abandonadas, órfãs ou vítimas de maus tratos), ao Lar dos Velhinhos e ao Amor ao Menor Esperança (AME).

"É apenas o começo do ano. E acho que pela primeira vez na minha carreira, corri sem pensar no resultado. O mais legal de tudo isso foi ter participado da organização, de trabalhar com o intuito de arrecadar dinheiro para estas entidades que fazem um trabalho fantástico. E o melhor de tudo isso, fazendo o que a gente mais gosta, que é vestindo macacão e capacete sentado em um kart", afirmou Lucas, quinto colocado na corrida principal do domingo (16), e que elogiou o mais novo kartódromo do país. "Excelentes pista e estrutura. Ano que vem tem mais", disse o piloto, que pretende fazer deste um evento itinerante, levando ajuda a mais localidades.

Ricardo Maurício, campeão de 2008 da Stock Car, largou da pole position, mas terminou a primeira bateria na segunda posição. A vitória ficou com o também piloto da Stock (e campeão da Stock Light de 2007), Betinho Gresse, com Diogo Zucarelli em terceiro, Xandinho Negrão em quarto e Luis Felipe Gama em quinto. Na segunda bateria, a que definiu o título do GP da Solidariedade, Ruben Carrapatoso (campeão mundial de kart em 1998) foi o vencedor, com Danilo Dirani (F-Truck) em segundo, Daniel Serra (Stock Car) em terceiro, Tuka Rocha (Stock Car) em quarto, Lucas Di Grassi (Fórmula 1) em quinto.

No entanto, a combinação de resultados e o décimo lugar obtido por Gresse na prova decisiva terminaram por garantir ao paulistano o título do primeiro evento do automobilismo brasileiro em 2011. Carrapatoso foi o vice-campeão, com Ricardo Maurício, Dirani e Zucarelli fechando os cinco primeiros na pontuação final.

"Por ser a primeira vez em que foi organizado, na inauguração de um kartódromo, eu acho que superou e muito as expectativas. Estava tudo muito bem feito. Acho que o GP da Solidariedade tem tudo para se firmar como o evento que abre as atividades do automobilismo no Brasil. Além disso, é uma grande oportunidade de fazermos o bem, de ajudar ao próximo. É uma excelente maneira de se começar o ano", afirmou Gresse.







Lucas Di Grassi no Twitter: www.twitter.com/lucasdigrassi

Site oficial do Kartódromo de Registro: www.kartodromoderegistro.com.br

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ferrari terá um brasileiro além de Massa em 2011


Campeão da F-Future Fiat sai domingo e entra na academia de jovens pilotos da equipe italiana

SANTA CRUZ DO SUL - Neste domingo, na última rodada da Fórmula Future Fiat, em Santa Cruz do Sul, será definido o brasileiro que fará companhia a Felipe Massa na Ferrari em 2011. Claro que ainda não para andar na Fórmula 1, mas para dar os primeiros passos dentro da equipe mais popular de todo o mundo. O campeão da categoria-escola vai ganhar um prêmio inestimável: entrar para a Academia de Pilotos da Ferrari e ainda correr de graça na Fórmula Abarth italiana, uma das portas de entrada para o automobilismo europeu. O carioca Nicolas Costa, o paulista João Jardim e o gaúcho Francisco Alfaya são os favoritos ao título. "Ganhar esse prêmio seria tudo, seria a realização de um sonho, porque quando você começa a correr de kart já pensa em um dia entrar na Fórmula 1 e vestir o macacão vermelho da Ferrari", lembra Nicolas, o líder do campeonato com 110 pontos contra 103 dos rivais mais próximos. O potiguar Johilton Pavlak tem 93 e corre por fora na disputa.

A oportunidade que a Fórmula Future Fiat está proporcionando aos jovens talentos brasileiros foi conseguida graças à influência de Massa, um dos idealizadores da série de base que integra o Racing Festival, junto aos dirigentes de Maranello. E os meninos estão tentando fazer a parte deles. Desde a rodada de Brasília, em outubro, Nicolas vem investindo forte na carreira. Teve a chance, junto com João Jardim, de conhecer de perto como funciona a Fórmula Abarth na Itália e ainda foi convidado para disputar a Abarth Cup, na qual faturou o título após duas corridas na chuva. "Meu resultado lá prova que os brasileiros - eu, o João Jardim, e os outros também - podem andar de igual para igual com os caras. Eles podem morar na Europa, ficar mais perto das equipes, mas não tem nenhum mágico", brinca o piloto de 18 anos, que chegou em quarto na primeira corrida e venceu a segunda para levar o título que nem ele mesmo esperava. Semana passada, nos Estados Unidos, correu um torneio da Skip Barber e também foi campeão após quatro corridas (duas vitórias, um segundo e um terceiro).

João Jardim é outro que vê com bons olhos a temporada que faz na Fórmula Future Fiat, sua primeira em monopostos. "O Fórmula 3 é um carro muito rápido, custa caro para você aprender, e essa oportunidade que temos aqui no Brasil de andar nessa categoria-escola é excelente", explica. "Gostei demais do que vi na Europa, porque são muitos pilotos brigando pela vitória, as equipes são bem estruturadas, a troca de informações com os engenheiros são intensas. E quem é da Academia da Ferrari pode contar com apoio de psicólogo, nutricionista e outros fatores importantes que podem fazer a diferença entre um piloto e outro. Independente se eu ficar com o título ou não, a Fórmula Abarth é uma categoria que, com certeza, eu gostaria de competir no ano que vem. Fiquei impressionado."

Outro piloto que está ansioso pela definição do título é Francisco Alfaya, que começou a temporada com força total, venceu corridas, perdeu um pouco de rendimento, mas aposta na rodada no quintal da sua casa para festejar no domingo. "Minha carreira daqui para frente depende desse prêmio, porque é muito difícil arrumar um patrocínio que te dê tranquilidade para competir. A minha meta é ir correr fora do Brasil no ano que vem, mas sem dinheiro não tem jeito. Mas claro que essa vaga da Ferrari mexe com qualquer um. Afinal, chegar ao mercado europeu e ainda dentro da Academia da Ferrari é algo raro de acontecer", observa. "Saber, por exemplo, que o Nicolas ganhou esse torneio na Itália deixa claro que o nível da nossa categoria aqui está bastante alto."

Pavlak sabe que a tarefa não será fácil, mas não perde as esperanças e até já faz planos para o final de semana. "Sei o que preciso para ser campeão. Tenho de ganhar as duas corridas e ainda contar com uma combinação de resultados. Mas não vou entrar pensando nessa situação, vou priorizar o aprendizado, que na verdade foi aquilo que me motivou desde a abertura do calendário. Estou me adaptando bem à pista aqui em Santa Cruz e quem sabe possa alcançar este prêmio. A Ferrari tem toda uma estrutura profissional que sem dúvida vai acelerar o crescimento de quem chegar lá."

O Racing Festival, apresentado pelo Banco Santander e Fiat, tem patrocínio da Shell, co-patrocínio da Pirelli e FPT Powertrain Technologies, apoio Magneti Marelli e Rodas Scorro e realização da RM Racing Events.

Fabrício Lima
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