quinta-feira, 29 de julho de 2010

F-1: Em Hungaroring, times devem optar por uma parada




Confira uma análise técnica da pista húngara feita por Luiz Razia, piloto de testes da equipe Virgin

A F-1 disputa sua última etapa antes do intervalo de verão neste final de semana, na Hungria. O GP em Hungaroring, circuito localizado a 19 quilômetros da capital Budapeste, tem como característica principal o fato de ser um dos mais travados da temporada.

A corrida também tem seu conteúdo histórico: foi o palco da primeira visita da F-1 a um país da chamada "Cortina de Ferro", em 1986, e presenciou uma batalha épica entre Nelson Piquet e Ayrton Senna, que fizeram uma dobradinha na prova inaugural. O Brasil, inclusive, possui seis vitórias no local: três com Senna, duas com Piquet e uma com Rubens Barrichello.

Foi na Hungria, também, que Felipe Massa viveu o maior drama de sua carreira, ao ser atingido por uma mola na classificação do ano passado. Para este ano, a expectativa é de uma corrida com muito calor, o que resultará em chuva na sexta-feira e no sábado.

Com 4.381 metros, Hungaroring se caracteriza como um circuito de baixa velocidade com 14 curvas, sendo sete para a direita e sete para a esquerda. Para entender a influência do circuito húngaro nas diversas partes do carro, confira a análise técnica feita pelo baiano Luiz Razia, piloto de testes da equipe Virgin.

Aerodinâmica
"Na Hungria, a aerodinâmica influencia bastante, mas nada como Silverstone, na Inglaterra. O prolongamento da reta dos boxes, anos atrás, deu um bom ponto de ultrapassagem. Provavelmente vamos ver as equipes bem próximas neste circuito, já que o principal é ter um bom equilíbrio mecânico."

Motor
"Neste fim de semana, muitas equipes estarão completando o ciclo de corridas de seus motores. Quase todos usarão os propulsores dos GPs da Inglaterra e Alemanha. Veremos muita gente cautelosa com este ítem."

Freios
"A energia usada nos freios em Hungaroring é parecida com Valência. Não será um fator de muita preocupação para as equipes, mesmo com a sequência de curvas fechadas e travadas; os times devem priorizar o que é melhor para a aerodinâmica, com os dutos de freios."

Pneus
"Usaremos os modelos 122 e o 177 que são os supermacios e médios. É um pouco diferente de Hockenheim, onde usamos os compostos duro e supermacio. Acredito que a maioria dos carros que não tiveram um desempenho bom em Hockenheim irão melhorar para Hungria por causa dos pneus."

Estratégia
"Acredito que a estratégia padrão para as grandes equipes é de apenas uma parada. Elas devem largar com os supermacios e trocar pelos médios. Para as equipes pequenas, o melhor é tentar sobreviver à corrida inteira com o médio, colocando os supermacios no final. Bandeiras azuis serão um grande problema, já que a Hungria é como se fosse um kartódromo, de tão estreito, e perde-se muito tempo passando os retardatários (ou deixando os líderes passar)."

Visite o site (www.luizrazia.com), o blog (www.luizrazia.com/blog) e siga Luiz Razia no Twitter (http://www.twitter.com/luizrazia) para ficar por dentro de todas as informações e do dia-a-dia do piloto.

Foto: Drew Gibson/GP2




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Di Grassi volta ao circuito de sua última pole




GP da Hungria é a 12ª etapa do Mundial de F1, local onde Lucas conquistou pódios nas duas últimas corridas lá disputadas, ainda pela GP2

Apesar de se tratar de um circuito com média de velocidade mais baixa do que as Silverstone e Hockenheim, onde foram disputadas as duas últimas provas, a pista de Hungaroring, palco da 12ª etapa da temporada 2010 do Mundial de Fórmula 1, Lucas Di Grassi (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa) demonstra bastante otimismo. A principal razão é o efeito positivo gerado pelas atualizações do carro, que demonstrou uma curva crescente de desempenho e permitiu ao brasileiro liderar a disputa entre os pilotos das equipes novatas durante o GP da Alemanha.

"A pista não é rápida, mas gosto de guiar lá. No último fim de semana que tive nessa pista, fiz uma pole e dois pódios", lembrou o piloto, que ano passado disputava a GP2 e acumulou um segundo e um terceiro lugares na prova húngara, caracterizada pelo forte calor nesta época do ano. "É um circuito mais lento, mas mesmo assim eu gosto de guiar lá. O calor é sempre forte, então a preparação física conta bastante sempre que corremos na Hungria", disse. Os compostos de pneus fornecidos pela Bridgestone para a prova serão os supermacios e médios.

"A pista não tem nenhuma curva de alta velocidade, é só de média e baixa. Além disso, a asfalto é bastante ondulado, então o acerto mecânico é o principal, que são as regulagens de suspensão, amortecedores, e o setup das molas. Isso vai ser muito importante", apontou Di Grassi, que tem se notabilizado por boas largadas - em Hockenheim, o brasileiro conquistou oito posições, a ponto de seu companheiro de equipe, Timo Glock, elogiar o estreante, com quem lutou pelo título da GP2 em 2007: "O Lucas me passou na largada com uma manobra brilhante".

O otimismo de Lucas se baseia no desempenho apresentado na última corrida. "Na Alemanha foi a terceira vez em quatro corridas em que eu era o mais rápido entre as equipes estreantes. Estamos numa posição muito boa para disputar com os carros da Lotus. Já estamos de igual para igual, e vamos tentar fazer o melhor em Budapeste", disse.

Dois treinos livres nesta sexta-feira (30) abrem a programação oficial do GP com transmissão ao vivo pelo canal por assinatura SporTV; sábado (31) e domingo (1º), a Rede Globo transmite, respectivamente, o treino classificatório e a corrida, ambos a partir das nove horas (de Brasília).

Confira a programação para o GP da Hungria*:

SEXTA-FEIRA (30/07):
05h00 - 1º Treino Livre
09h00 - 2º Treino Livre

SÁBADO (01/08):
06h00 - 3º Treino Livre
09h00 - Treino Classificatório

DOMINGO (31/07):
09h00 - Largada
*Horário de Brasília

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lucas faz ótima corrida até quebra do carro




Com mais uma grande largada, brasileiro novamente foi destaque entre as equipes estreantes

A 11ª etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1, realizada na manhã deste domingo (25), no circuito de Hockenheim, na Alemanha, não deixará muitas saudades para Lucas Di Grassi (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa). O brasileiro da Virgin Racing era o melhor entre os pilotos das equipes iniciantes, mas foi obrigado a abandonar a 17 voltas do final devido à quebra em um dos triângulos da suspensão traseira.

Apesar dos problemas com a caixa de câmbio enfrentados antes do treino classificatório deste sábado (24), Di Grassi estava confiante de que poderia fazer uma boa corrida e novamente levar a melhor na disputa entre os pilotos das equipes novatas. Lucas, que tem como uma de suas principais virtudes fazer boas largadas, mais uma vez conseguiu imprimir sua marca e deixou quatro adversários para trás logo na primeira volta, entre eles o seu companheiro de equipe, Timo Glock, e os dois pilotos da Hispania, do brasileiro Bruno Senna e do japonês Sakon Yamamoto.

O piloto andou as 21 primeiras voltas na 16ª colocação. Após a parada para troca de pneus, o competidor da Virgin Racing era o 18º, a melhor posição entre as equipes iniciantes, quando enfrentou a quebra mecânica na 51ª volta, que fez o VR-01 rodar e forçou o abandono. Apesar das dificuldades, Di Grassi ressalta a evolução de performance trazida pelas últimas atualizações do carro. "Estamos muito mais próximos da Lotus", disse o brasileiro, que já pensa na próxima etapa da competição.

"Eu tive uma largada muito boa, ganhei quatro posições logo na primeira volta e andei próximo do Heikki Kovalainen no início da prova. O carro estava se comportando bem e eu estava confiante que poderíamos bater a Lotus na corrida de hoje e ultrapassá-los após a segunda parada para troca de pneus. Passei no ressalto em uma zebra e isso acabou quebrando a suspensão e o carro ficou fora de controle. Com essa quebra, foi impossível continuar e o que poderia ter sido uma grande prova, terminou cedo para mim. No entanto, mostramos a força do nosso carro aqui na Alemanha. Estou realmente ansioso para o GP da Hungria na próxima semana", afirmou o piloto da Virgin Racing.

O espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, foi o vencedor em Hockenheim. A próxima etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 é o Grande Prêmio da Hungria, que acontece no próximo domingo, dia 1º de agosto, no circuito de Hungaroring.

Lucas Di Grassi no Twitter: www. twitter.com/lucasdigrassi

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Fotos: Virgin Racing




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