O francês Jean Todt, 63 anos, obteve uma vitória tranqüila na Assembléia Geral da FIA, nesta sexta-feira, em Paris, e conquistou a presidência da entidade. Todt teve 135 votos contra 49 dados ao ex-piloto de rali Ari Vatanen, além de 12 abstenções e votos nulos. Todt contou com o apoio do presidente anterior, Max Mosley, e de Bernie Ecclestone, presidente da FOM. E agradeceu, por carta, à participação de Pelé em sua eleição.
Segundo Todt revelou após a votação, o suporte de Pelé foi decisivo para reverter os votos de algumas federações. Além de Pelé, Todt também reconheceu a importância de sua mulher, a atriz malaia Michelle Yeoh, que trabalhou muito na campanha.
A Associação Automobilística do Brasil esteve representada na assembléia pelo presidente Alceu Vasone e o vice Tamas Rohonyi, promotor do GP Brasil de Fórmula 1. A AAB votou em Todt e, embora o Brasil continue sem representante na área desportiva internacional, Tamas disse que sua gestão deverá ser positiva para o automobilismo brasileiro:
“Todt assim como seu filho Nicolas, empresário de Felipe Massa, sempre tiveram ótima relação com os pilotos brasileiros assim como com os promotores do GP Brasil. Dessa forma teremos portas abertas na FIA”, justificou o dirigente.
“Todt é um homem da Fórmula 1. Ele entende como ninguém nossas dificuldades. Para nós será ótimo”, acrescenta Claudia Ito, diretora-executiva do GP Brasil de Fórmula 1.
A única representante brasileira nos diversos comitês da FIA continuará sendo Fabiana Flosi que, graças ao bom trabalho desenvolvido na gestão Mosley, permanecerá na comissão de recordes.
Max Mosley deixa a FIA depois de um mandato de 16 anos cuja preocupação principal foi tornar a Fórmula 1 mais equilibrada, segura e competitiva e também com a segurança no trânsito e o desenvolvimento de veículos ecologicamente corretos. A campanha ‘Make Cars Green’ atinge hoje todos os continentes. No Brasil, a AAB é quem promove essa iniciativa da Federação Internacional de Automobilismo. O novo presidente Jean Todt manterá todos os projetos como prometeu durante os meses de campanha política junto a dirigentes internacionais dos cinco continentes.
Todt tem um inquestionável currículo no automobilismo internacional com destaque para o rali onde desenvolveu e comandou a equipe da Peugeot Talbot Sport, campeã mundial em 1985 e 1986. Depois, a partir de 1993 na Ferrari onde, com Michael Schumacher, venceu cinco mundiais entre 2000 e 2004.
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Castilho de Andrade - Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1
Marilia Frias - Assessora de Imprensa do GP Brasil de F1
sábado, 24 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Jenson Button é recebido com 'We Are The Champions' pela equipe
Campeão mundial foi bastante festejado pelos engenheiros e mecânicos
Assim que chegou aos boxes da Brawn, o piloto inglês Jenson Button, já na condição de campeão mundial de Fórmula 1, foi recebido com a música que cantou ainda dentro do carro logo que recebeu a bandeirada de quinto colocado em Interlagos.
“We Are The Champions... We Are The Champions... We Are The Champions...”, cantavam engenheiros e mecânicos.
A aparição de Button no local provocou alvoroço entre os seus companheiros de escudeira e até mesmo entre os jornalistas ingleses, que cercaram o campeão. O empurra-empurra por pouco não derrubou as divisórias dos boxes.
Fonte: Globo Esporte
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Com a sombra do título de Button, Webber comemora a vitória no GP do Brasil
Piloto australiano diz que vantagem do início foi essencial para vitória
Na história da F-1, a vitória de Mark Webber no GP do Brasil pode ficar um pouco apagada com a conquista do título de Jenson Button. Não para o piloto da RBR. O australiano acredita que o resultado é importante para dar ainda mais grandeza ao desempenho de sua equipe ao longo da temporada.
- Foi uma temporada muito difícil. Não conseguimos vencer o campeonato, mas, como equipes, estamos orgulhosos. Acho que foi uma temporada muito interessante. A questão do Kers também, a parte da temporada européia, onde tivemos dificuldades. Foi uma temporada de situações distintas. Não é um ambiente fácil, mas acho que consegui recuperar bem depois da lesão que tive no ano passado – disse, referindo-se à grave fratura na perna sofrida em novembro de 2008.
Para o australiano, a série de batidas que marcou a largada da prova prejudicou um pouco seu início de corrida. Ele, no entanto, disse que o safety car acabou beneficiando seu caminho até a vitória.
- Tivemos muita dificuldade no começo da corrida, por causa dos acidentes. A pista estava um pouco suja, mas não estava tão ruim. A entrada do safety no começo dificultou um pouco, mas depois conseguimos ganhar espaço. Então, foi bom para nós. Consegui abrir uma vantagem no início, e isso foi importante para que eu vencesse. Mantive o ritmo depois e cheguei até aqui.
Webber também elogiou o trabalho de Jenson Button, novo campeão mundial de F-1.
- Não há duvida sobre o trabalho de Jenson. Dirigiu muito bem durante todo o ano, fez um trabalho excelente. Claro que cada carro tem suas forças. Queria dar o parabéns para cada equipe. Button estava muito nervoso nas últimas semanas. Acho que agora ele vai poder descansar – afirmou.
Fonte: Globo Esporte
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