sábado, 24 de maio de 2008

Nelsinho nega pressão e diz que "não tem como fazer mágica”

F1

Monte Carlo (Mônaco) - O fato de mais uma vez não ter conseguido avançar à etapa dois de um treino classificatório não preocupa o brasileiro Nelsinho Piquet. Depois de amargar um 17º lugar no grid do Grande Prêmio da Turquia há duas semanas, o piloto da Renault repetiu o desempenho neste sábado em Mônaco, mas garantiu: não está sob pressão, e também não é mágico.

“Nosso carro não está tão bom, tanto que o Fernando Alonso teve dificuldades de chegar à terceira fase da classificação”, iniciou Nelsinho. “Tive um problema no freio que acabou atrapalhando a minha primeira volta do treino. Depois perdi um pouco de confiança nos freios e não consegui melhorar nas voltas seguintes”, complementou.

Sem conseguir faturar um ponto sequer em cinco corridas disputadas, Nelsinho completou apenas duas provas: foi 11º no Bahrein e 15º em Istambul. Embora as notícias da imprensa européia garantam que o brasileiro esteja sob pressão, o piloto estreante na Fórmula 1 assegurou que vem recebendo a confiança necessária.

“A equipe me passa calma e quer que eu melhore, mas não tenho como fazer mágica. Eles colocam pressão, é claro, mas não estão pisando na minha cabeça e nem me estrangulando. Eles sabem que primeiro ano é difícil”, lembrou.

Nelsinho também não deixou de ressaltar que a Renault não atravessa um bom momento como há duas temporadas. “Não temos um bom carro este ano. Quando eu tiver mais dois ou três anos de experiência e um carro para vencer, com certeza estaremos na frente”, avaliou o brasileiro.

Para a prova de domingo, apesar de largar na 17ª posição, Piquet ainda mantém esperanças de obter um bom desempenho. Mas desde que haja uma ‘ajuda externa’. “A chuva é um bom negócio. Fui bem quando a pista estava molhada, e se chover vai ser bem melhor, pois terei mais chances de fazer uma boa corrida”, concluiu.

Direção da prova diz que Barrichello não atrapalhou Fisichella

F1

Monte Carlo (Mônaco) - Após ser ouvido pelos comissários de prova do Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, o brasileiro Rubens Barrichello foi considerado inocente da acusação de atrapalhar a volta rápida do italiano Giancarlo Fisichella. Os dois pilotos foram chamados para se explicar ao conselho de comissários, que também analisou as evidências apresentadas e concluiu pela não responsabilidade do brasileiro.

Fisichella, que também perdeu cinco posições no grid por haver trocado a caixa de câmbio de sua Force India, vai largar em último neste domingo. Depois do treino de classificação, ele havia reclamado que a lentidão da Honda de Barrichello impediu que ele marcasse um tempo melhor no qualificatório.

'Minha primeira volta não foi grande coisa, mas a segunda estava muito melhor só que eu perdi a chance de fazer uma volta rápida porque fiquei preso atrás de Barrichello que estava lento logo após a curva da piscina. Foi muito, muito frustrante', afirmou o italiano.

Em nota divulgada após a reunião, os comissários 'após ouvirem a explicação dos representantes das duas equipes e dos pilotos decidiram que o incidente não exige outras ações'.

McLaren aposta em estratégia para superar Ferrari em Mônaco

F1

Monte Carlo (Mônaco) - Mesmo largando atrás das duas Ferrari no GP de Mônaco neste domingo, o chefão da McLaren Ron Dennis acredita que a equipe conseguirá bater os adversários na pista. 'Vamos em todas as corridas para fazer nosso melhor e, novamente, estamos andando muito próximos aqui', afirmou o dirigente. 'Até que todas as estratégias sejam reveladas, nós realmente não saberemos se estamos atrás ou na frente. Obviamente, seria melhor largar na primeira fila, mas como eu disse, é preciso esperar e ver quais as estratégias escolhidas'.

Avaliando o desempenho das duas equipes, Dennis pareceu acreditar que a Ferrari fez a opção por começar a prova com menos combustível que a McLaren e, portanto, mais leve. Com isso, a escuderia italiana precisaria parar antes que os adversários. 'Talvez as coisas virem a nosso favor', disse. 'Se você pára em segundo você pode anular a estratégia de seus adversários na próxima parada. Esta é a maior vantagem de parar depois neste tipo de prova', explicou.

Assim como ele, o inglês Lewis Hamilton também não desanimou por ter a principal concorrência formando um paredão na fila da frente. 'Se estivéssemos décimos de segundos atrás ok, nós poderíamos estar desapontados, mas todos estão tão próximos. Acho que para a equipe isto torna as coisas um pouco mais difíceis, mas para mim é como as coisas deveriam ser. Tudo pode acontecer em Mônaco, como chover amanhã. Será uma corrida difícil e temos de esperar e ver, é uma verdadeira loteria'.