sexta-feira, 14 de março de 2008

Ainda posso contribuir, diz Dennis

Melbourne (Austrália) - Terminada a onda de especulações acerca de seu futuro na Fórmula 1, Ron Dennis justificou a permanência no comando da McLaren dizendo que ainda tem muito a contribuir para a equipe. Nas últimas semanas, muito se comentou que a perda do título no ano passado somado ao escândalo de espionagem que abalou a categoria poderia ocasionar a renúncia de Dennis.

Falando pela primeira vez desde que decidiu seguir como chefe-de-equipe, Dennis confirmou que pensava em deixar a categoria. “Há muitas coisas que as pessoas não entendem realmente e que aconteceram durante os últimos meses. No início da última temporada, pensei bastante se esta seria a minha última indo às corridas, simplesmente porque estou há muito tempo nisto”, comentou.

“Mas havia outras coisas que se apresentaram e me fizeram pensar. Não sentia que tinha que compartilhar com alguém, e não entendo por que isto se tornou um assunto público”, revelou. “Este é um processo pelo qual passo a cada ano, e por alguma razão ganhou um pouco mais de publicidade”.

“Meu esforço, dedicação e foco é fazer crescer a McLaren como marca. (Minha decisão de ficar) é algo que se tornou muito maior do que realmente é. Sou apenas um cara que ama ir a corridas e, se eu não sentisse que tenho algo positivo para contribuir, então não estaria aqui”, garantiu.

Dennis chamou a atenção para o diretor-executivo da McLaren, Martin Whitmarsh, tratado por todos como seu sucessor. “Eu vou continuar como chefe-de-equipe, mas esta é a menor parte do meu trabalho – e uma parte que Martin definitivamente quer daqui a um tempo, mas ele ainda terá que esperar um pouco mais”, explicou Dennis, que também é sócio da escuderia.

Perguntado se está feliz por iniciar a temporada deixando para trás as especulações e os problemas da última temporada, Dennis disse que não pensa mais sobre o passado: “Estou olhando para o futuro. Fizemos um carro muito bom, os caras fizeram um ótimo trabalho, estamos aqui para competir no Grande Prêmio da Austrália, e todos os meus esforços e focos estarão sobre esta corrida”.

Kimi Raikkonen nega favoritismo ao bicampeonato

Alonso minimiza falta de controle de tração



Melbourne (Austrália) - Fernando Alonso considera exagerados os inúmeros questionamentos acerca das mudanças no regulamento da Fórmula 1 para esta temporada. Em entrevista coletiva concedida em Melbourne, o piloto espanhol garantiu que ir à pista sem o controle de tração não é tão diferente como muitos imaginam.

“(Interfere) menos do que eu pensava. A primeira vez em que dirigi, em Jerez, estava esperando mais problemas do que tivemos, declarou. “Em uma corrida longa é claro que você sente a perda de tração e a estabilidade dos freios não é nada grande, mas é parecido com o que tivemos no ano passado. Então, como eu disse, não é uma grande dificuldade”, avaliou, para depois entrar em mais detalhes.

“Mas isto ainda muda de circuito para circuito. Em alguns deles, não há muita diferença comparado ao ano passado, e em outros há um pouco mais. Então eu imagino que cada pista será diferente e talvez lugares como Mônaco terão uma diferença maior”, disse, utilizando o travado circuito de rua de Monte Carlo como parâmetro.

Alonso confirmou também que os trabalhos no desenvolvimento dos carros diminuem ainda mais as diferenças: “Todos os times estão trabalhando nesta direção, para tentar conseguir as características mecânicas e aerodinâmicas que perdemos devido à eletrônica. Então é claro que, com o ajuste e as outras coisas em volta do carro, estamos tentando lidar com esta perda”.

Por fim, o espanhol preferiu minimizar as discussões que rondam a temporada de 2009, quando ainda mais mudanças no regulamento estão previstas, como altas limitações nos orçamentos das equipes. “Não estou interessado nestas regras e nestes limites de gastos. Acho que, se for a melhor coisa e todos os times concordarem no assunto, é porque eles acham que será o melhor para nosso futuro”. “Isto é tudo. Acho que, do ponto de vista do piloto, enquanto tivermos em mãos um carro e formos capazes de dirigir e desfrutar das corridas, o resto não é muito”, concluiu.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Massa minimiza racismo contra Lewis Hamilton

Polêmica: Surpreso com Russo, Massa minimiza racismo contra Hamilton



São Paulo (SP) - Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira em São Paulo – a última no país antes do início da temporada 2008 da Fórmula 1 –, Felipe Massa não escapou de perguntas sobre dois assuntos que causaram polêmica no mundo do automobilismo nas últimas semanas: a declaração de Renato Russo de que alguns pilotos da Stock Car se drogam e bebem antes das provas e o racismo sofrido por Lewis Hamilton durante testes realizados em Barcelona.

O ferrarista não fugiu das respostas, apesar de minimizar as duas ocorrências. “As declarações do Renato Russo são uma surpresa para mim, pois nunca tive pilotos ao meu lado que poderiam estar bêbados ou usando drogas de qualquer tipo. Lógico que não coloco a minha mão no fogo até porque não conheço ninguém lá dentro, mas a Stock está ficando cada vez mais profissional”, afirmou.

“Se o Russo acha que tem razão no que está dizendo, o antidoping está aí para verificar isso, mas tem que ser bem-estruturado como acontece na Fórmula 1”, destacou o piloto da Ferrari. A principal categoria do automobilismo mundial realiza exames do tipo periodicamente em todos seus pilotos.

Felipe lembrou que, ao contrário do que ocorre em outras modalidades, o doping no automobilismo não traz nenhum benefício. “Se alguém pensar em entrar na pista alterado, pode mudar de idéia pois, apesar de nunca ter experimentado nada do tipo, sei que isso só prejudicaria, especialmente os reflexos, e traria problemas para o piloto”, ressaltou.

Já as agressões sofridas por Lewis Hamilton em Barcelona, quando alguns torcedores espanhóis o xingaram, se fantasiaram e escreveram cartazes ofensivos devido ao fato de ele ser negro fora superestimadas, de acordo com Massa.

“Acho que o maior problema foi a briga entre a imprensa da Inglaterra e da Espanha. Eu não estava no circuito aquele dia, mas creio que tudo tenha sido uma brincadeira de mau gosto. Em todas as corridas, sempre há cartazes ofensivos a pilotos, é normal e no futebol o racismo é muito maior que no automobilismo. Claro que não devemos julgar o Hamilton pela cor de pele e ele é exatamente igual aos outros, um piloto 100% querido por todos e muito respeitado”, garantiu.