Maranello (Itália) - O presidente da companhia Ferrari, Luca di Montezemolo, acredita que a Ferrari será o time a ser batido pelas demais equipes em 2008, em virtude dos títulos nos mundiais de Construtores e Pilotos do ano passado. Mas mesmo com o favoritismo a seu favor, o italiano se mostrou cauteloso ao analisar as chances do time vermelho na próxima temporada.
“O objetivo é ganhar novamente, mas será muito difícil. Não estou dizendo por causa de superstição. Primeiro de tudo porque há novas regras, o que significa que as coisas realmente mudarão”, afirmou Montezemolo. “Haverá uma competição acirrada, que especialmente no começo da temporada é muito empolgante. O terceiro ponto é que nós temos de administrar um campeonato em que todos querem bater a Ferrari”, completou.
Para superar a concorrência dos rivais, o presidente ferrarista cobrou empenho e dedicação dos membros de sua escuderia. “A Ferrari ganhou sete mundiais em nove anos. Obviamente nossa meta é vencer oito em dez. Porém, precisamos trabalhar duro com nossos parceiros, em simulações, com o time e em todos os detalhes”, finalizou.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Para Montezemolo, Ferrari é o time a ser batido em 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
Ferrari apresenta o novo F2008
Piero Ferrari, vice-presidente da equipe italiana
Outra novidade do carro é o cockpit, que teve as laterais "levantadas" para proteger melhor os pilotos. Com o fim do controle de tração e a adoção de uma nova unidade eletrônica, desenvolvida pela rival McLaren, o F2008 também teve mudanças na transmissão e na caixa de câmbio - seguindo as novas determinações da FIA, esta terá que durar quatro corridas.
A equipe manteve seus propulsores de 2007, já que a FIA ordenou a pausa no desenvolvimento do aparato. Além disso, a cor "vermelho perolizado", uma das novidades de 2007, continuou a ser utilizada pela Ferrari.
Vice-presidente da escuderia, Piero Ferrari diz que as alterações tornaram o novo carro mais confiável do que o seu antecessor. O dirigente lembrou que o modelo 2007 funcionou perfeitamente no último GP do ano, no Brasil, mas nem sempre atendeu às expectativas.
- O F2007 não era sempre o carro mais rápido ou o mais confiável. Mas a Ferrari fez um ótimo trabalho na última corrida e foi assim que nós vencemos - afirma, em entrevista ao jornal italiano "Gazzetta dello Sport".
Piero Ferrari lembrou ainda que, para a próxima temporada, a preocupação da equipe está principalmente em manter a regularidade durante o campeonato.
- O F2008 é muito mais confiável, porque, para ganhar títulos, é preciso completar as corridas. Estou menos preocupado com a performance.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Ernesto Viso ainda espera por chance na Fórmula 1
Caracas (Venezuela) - O venezuelano Ernesto Viso ainda acredita em suas chances de correr na Fórmula 1. Apesar de ter se distanciado da categoria no último ano e de ser cotado para uma vaga na Fórmula Indy em 2008, onde poderia correr pela Minardi Team USA, Viso garante que prefere manter sua meta original de disputar a categoria européia.O venezuelano foi o terceiro piloto da extinta MidlandF1 no GP do Brasil de 2006, quando testou no treino livre da sexta-feira. No ano seguinte, esteve cotado até mesmo para assumir uma das vagas na Toro Rosso, mas os lugares foram inicialmente preenchidos por Scott Speed (posteriormente substituído por Sebastian Vettel) e Vitantonio Liuzzi.
Mesmo assim, Viso mantém o otimismo. “A Fórmula 1 sempre é minha primeira opção. Gostei muito (da experiência no Brasil) e acho que fiz um bom trabalho”, disse o piloto, 13º na primeira sessão e 20º na segunda, e ainda otimista. “Vou trabalhar duro para estar lá”, completou.
Na última temporada, Ernesto Viso foi piloto da Racing Engineering em algumas etapas da GP2, na qual ficou marcado pelo espetacular acidente sofrido em Magny-Cours. Bancado por uma companhia petrolífera da Venezuela, o piloto terminou o ano sem pontuar, e ainda não tem o futuro definido para a temporada.
Caso consiga sua vaga na Fórmula 1 no futuro, Viso será o quarto piloto de seu país a correr na categoria. Antes dele, Ettore Chimeri e Piero Drogo correram na temporada de 1960, sem sucesso.
Mais tarde, Johnny Cecotto trocou o sucesso nas motos, onde foi campeão das 350cc em 75, por uma carreira discreta na Fórmula 1. Correu em 83 e 84, com um sexto lugar do GP de Long Beach de sua primeira temporada.
