sábado, 8 de setembro de 2007

Para Raikkonen, acidente não afetou posição de largada

Monza (Itália) - Kimi Raikkonen acredita que a quinta posição obtida no grid de largada para o Grande Prêmio da Itália não teve a ver com o acidente que sofreu nos treinos livres da manhã deste sábado.
Nas sessões matutinas, o finlandês perdeu o controle de sua Ferrari, saiu da pista e só foi parar quando colidiu contra a proteção de pneus da chicane Ascari. Por causa disto, o Homem de Gelo teve que usar seu carro reserva, mas por sorte não precisou trocar o motor, evitando a punição de dez posições no grid.
No entanto, Raikkonen não acredita que estas complicações afetaram seu desempenho nos treinos oficiais. “Com certeza isto (o acidente) não ajudou, mas não acho que nos prejudicou bastante”, acredita o finlandês. “Veremos amanhã (domingo), na corrida, como nos sairemos. Claro que poderíamos ter nos dado melhor no grid, mas acho que ainda estamos em uma boa posição para a prova”, completou.
Segundo Raikkonen, o problema que afetou seu carro foi o fato de seus pneus traseiros terem emperrado após uma freada. “Simplesmente emperrei os freios traseiros e, infelizmente, o carro virou para a direita e não para a esquerda. Uma vez que isto aconteceu, não pude fazer nada, só esperei até parar. Uma vez que se está na gama, não há muito que fazer”, lamentou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

FIA decide punir McLaren com multa de US$ 50 mil



FIA pune McLaren por mudanças irregulares
A Federação Internacional de Automobilismo anunciou nesta quinta-feira uma punição de US$ 50 mil à McLaren. De acordo com a entidade, a escuderia prateada utilizou uma nova caixa de câmbio no Grande Prêmio da Hungria, sem que a peça fosse submetida aos testes obrigatórios de impacto.
Os testes só foram realizados pela equipe após o GP da Turquia, três semanas depois, com a promessa de Ron Dennis de reutilizar a caixa de câmbio em questão no GP da Itália neste final de semana. A manobra vai de encontro com o regulamento da categoria, que prevê testes específicos para cada nova estrutura relevante nos carros antes que as mesmas sejam utilizadas em corridas.
A McLaren concordou com as alegações da FIA, que afirmavam ser mais leve a nova peça dos carros de Fernando Alonso e de Lewis Hamilton. Mesmo assim, alegou que não considerava a mudança significativa suficiente para realizar novos testes de impacto. Os comissários da Federação, é claro, discordaram. Segundo os dirigentes, a McLaren “privou a FIA da oportunidade de conhecer as mudanças feitas antes da corrida e de solicitar os testes de impacto anteriores à aprovação de seu uso”. A resposta foi dada em documento oficial, que esperava mais clareza do time de Ron Dennis. “Com tais informações disponíveis, os testes poderiam ter sido realizados antes do Grande Prêmio da Hungria, permitindo que a peça fosse utilizada sem quaisquer críticas”, afirmava a carta da FIA.
Mais problemas A McLaren ainda responde a processo anterior de espionagem contra a Ferrari. E nesta quarta-feira, a Federação ainda anunciou ter novas provas a respeito do caso, marcando uma nova audiência para o próximo dia 13. Por enquanto, nada foi divulgado sobre a audiência extraordinária, mas a revista Autosport acredita tratar-se de informações recolhidas em uma troca de e-mails entre Fernando Alonso e Pedro de la Rosa. A Ferrari confirmou presença e afirmou esperar que “a verdade apareça”.

Por carreira vitoriosa, Schumi recebe premiação na Espanha

O heptacampeão Michael Schumacher foi premiado nesta quarta-feira com o Prêmio Príncipe das Astúrias, honraria dada às pessoas que se destacam em seu ofício, no caso do alemão, o esporte. Por conta disto, o ex-piloto levará para casa a bolada de 50 mil euros (aproximadamente 134 mil reais). De acordo com o júri que tomou a decisão, Schumi foi escolhido porque seus recordes “o tornaram uma lenda do esporte e o piloto que mais venceu troféus na história do esporte”, assim como seus trabalhos de caridade.
“Sua generosidade com as pessoas pobres transcendeu as fronteiras de seu país, fato que foi levado em conta pelo júri”, disseram os organizadores, referindo-se aos 1,15 milhões de euros (aproximadamente 3 milhões de reais) doados por Schumacher à Unesco em 2005 e outros 10 milhões de dólares(aproximadamente 26 milhões de reais) dados no ano passado para as vítimas do tsunami na Ásia. Schumacher bateu outros 17 candidatos ao título, incluindo a seleção de futebol do Iraque, que venceu este ano a Copa Asiática de Nações, e os tenistas Roger Federer e Rafael Nadal.